quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O jeito adolescente do amor

        Amar é uma palavra muito forte. Difícil de escrever, difícil de compreender e rara de sentir. Amar só se ama uma vez na vida e como ainda não cheguei lá, não sei se estou certa sobre o que vou dizer. Amar é tão complexo que não tem como descrever ao certo tudo o que o amor é. O que ele nos faz sentir, como é amar e como a vida muda depois e com a amor. Amar é simplesmente todos os nossos sentimentos, aflições, desejos, anseios, dúvidas e humores misturados em uma única só palavra.
         Á medida que o tempo passa, o sentimento das palavras e o que elas significam mudam, porque as pessoas e os seus sentimentos também mudam. Hoje, no século XXI, o sentido da palavra amor mudou. Ma não sozinho, os relacionamentos mudaram, as paqueras mudaram, o jeito de namorar mudou. Cada vez mais as pessoas se apaixonam mais cedo, sentem vondade de ter alguém ao seu lado e a simples amizade não basta.
      Não precisamos ir muito longe para ver como isso está presente na sociedade e nas nossas vidas. Nos acostumamos tão facilmente que nem notamos que o mundo gira, as coisas evoluem e somos influênciados o tempo todo a aderir a elas. Mas esse não é o problema. Na verdade não existe nenhum problema. A questão é o sentimento e a confiança depositada em quem se gosta. Apaixonamo-nos rapidamente, terminamos de uma hora pra outra e já partimos para outra relação, porque a vida continua.
       Esse é o amor e os relacionamentos amorosos no século XXI. Sexo já não precisa ser com o garoto de dois anos de namoro. Veijar já não tem idade mínima. Ficar com cinco pessoas numa só noite é normal. É a atualidade, é a evolução e tudo acontece cada vez mais cedo. O que serão dos nossos filhos? Com sete anos já vão querer ir para o cinema com os paquerinhas?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lembranças

                A comida sempre foi uma forma de lembrança desde os tempos antigos. Através dela, recupera-se um momento, uma situação, um conflito ou o simples afeto familiar. É incrível como o nosso paladar pode nos lembrar de certo tempeiro, da comida da avó, do cheirinho de bolo recém saído do forno e ao mesmo tempo, nos levar a reviver certa situação, mesmo após anos de ter acontecido.
            A culinária não é só uma comida, mas uma forma de expressar através dela, sentimentos, emoções, anseios que estão guaradados no fundo da alma e compartilhar a experiência que você sente com as pessoas queridas. ela nos faz recordar momentos esquecidos em algum lugar de nossa memória, mas quando sentimos um cheiro ou provamos novamente é como se o aroma da polenta sendo 'brutolada' em cima do fogão a lenha após abrir a porta da cozinha seja revivido novamente.
              O costume de jantar ou almoçar na casa da avó, no sábado, no domingo e fazer companhia para os bons velinhos que tanto fizeram pelos seus pais e que ainda fazem por você, pelo mais simples gesto ou pelo mais humilde presente.
A mesa, que sempre foi o ponto de encontro com a família, vem perdendo a importância durante os anos, com o trabalho apressado dos pais. A falta de tempo de ir e voltar do trabalho até em casa compromete a relação entre pais e filhos e o compartilhamento das novidades e das angustias que levam ao estresse da atualidade. 
               Enfim, o nosso tempo tem várias maneiras de se lembrara das coisas, uma lembrança de quando aconteceu alguma coisa parecida que já aconteceu antes. O cheiro da comida, alguma atitude. Assim, a partir dela não vamos nos esquecer dos momentos mais simplórios e importantes da nossa vida.